segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MAX

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
UAB – COLÔNIA TREZE
CÁTIA PEREIRA DOS SANTOS

MAX: MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE XINGÓ

Em 1991 foi descoberto o Cemitério de Justino que continha 188 esqueletos humanos, este fato foi o princípio de várias descobertas de vestígios pré-históricos encontrados na área do baixo São Francisco, entre os estados de Alagoas e Sergipe. O Museu de Arqueologia está situado a noroeste de Sergipe, os trabalhos realizados se estendem de Paulo Afonso até a foz do Rio São Francisco. Possui uma equipe de 43 pessoas distribuídas no laboratório de pesquisas em Xingó e na estação central de Aracaju. As escavações são auxiliadas pela população que abrange as cidades de Paulo Afonso, Canindé, Olho D’Água e Piranhas. O Museu também exerce uma importante ação social a qual sustenta 217 pessoas, dentre os quais estão funcionários e suas famílias. Possui uma distância de aproximadamente 200 km da capital sergipana e já foi prestigiado por mais de 55 mil visitantes nos últimos anos.
A história desse importantíssimo Museu iniciou-se com criação da barragem de Xingó em 1988 ao qual foi realizado um salvamento arqueológico. Teve sua inauguração realizada no ano 2000 e é dotado de alta tecnologia, além de uma grande diversidade de artefatos históricos. Ele também se preocupa em realizar novas descobertas, visto que é uma área que ainda pode ser bastante explorada, pois apresenta grande diversidade de sítios arqueológicos.



Seu aspecto arquitetônico é bastante instigativo e tem uma expressiva relação do passado com o presente, uma vez que o seu interior apresenta o aspecto pré-histórico e o seu exterior o aspecto contemporâneo. Sua logomarca é representada por uma ave lembrando um urubu que também foi encontrada em sítios de arte rupestre. O MAX apresenta vários setores que mostram didaticamente a realidade dos índios e como os mesmos interviram na região durante a pré-história. Num deles há um mapa bastante ilustrativo que demonstra a migração dos paleoindios no território americano, ou seja, ilustra a introdução dos primórdios em nosso continente. Posteriormente, notam-se os vários sítios que foram escavados e pesquisados, o qual tem sítios de escavação e de registros gráficos que podem ter diversas formas, principalmente as de pinturas e as de gravuras.
Um outro setor mostra a utilização da pedra para a sobrevivência dos índios, eles utilizavam os instrumentos lascados ou líticos e os polidos, não conheciam o metal por isso seu principal instrumento era a rocha e o granito era o tipo de rocha mais aparente na região. Observava-se também o uso da cerâmica que possuía uma grande variedade de vasilhas cerâmicas que datam de aproximadamente 5 mil anos. As vasilhas também tinham decorações na parte externa e provavelmente eram as mulheres que confeccionavam essas cerâmicas. Um ponto que deve ser ressaltado é que a forma de confecção desse produto da pré-história é a mesma que se utiliza na atualidade o que reforça ainda mais a importância do conhecimento do passado para a compreensão do presente. Em relação à alimentação dos indivíduos destaca-se o peixe como base alimentar,mas no período de cheias caçavam e comiam desde caracóis a cobras.



Lá também estão expostas maquetes que ilustram a vida dos índios e seu cotidiano, e também uma outra que mostra a cidade de Piranhas. Ambas são fundamentadas para uma melhor compreensão dos acontecimentos passados e também para adquirir um conhecimento mais abrangente acerca dessa realidade. Um outro aspecto relevante é a existência de adornos o que demonstra que desde o principio já existia a preocupação com a vaidade. Eles também já usufruíam da prática funerária que era algo pertinente na pré-história. Até no ritual fúnebre já se notava uma diferenciação de ações, pois as variações dos grupos estão associadas à cultura de cada sociedade.


Portanto pode-se constatar que o MAX é indispensável no processo de conhecimento da origem da nossa região. Ele nos revela hábitos dos nossos antecedentes, o que nos leva a compreendera nossa realidade. Por isso todos os estudantes, sobretudo os graduandos em História, devem visitar esse Museu que é rico em informação e desempenha um papel de fundamental importância no processo de ensino-aprendizagem da história local.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Documentário do CESAD

http://www.cinform.com.br/

Um comentário:

  1. Olá! Bom dia!

    Gostaria de pedir que fosse acrescentada uma legenda citando a creditação de uma das imagens que é de minha autoria. Veja a original: http://www.panoramio.com/photo/11042431

    Desde já, agradeço a atenção!

    Abraços,
    Tito

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